04/06/09

Fui raptade...

Ufa...Esta cidade é linda, ma porra! Derrem porr falta de mim? Poi clarre que derram! Ê nã dizia nada fazia tempe, o prrublema é quê fui raptade. Depois daquela jantarrada du choque frrite, fui prra casa. Ouvi dum barrulhe estrranhe lá da rua, fui verr, erra apenas a melherr du outrre dia cu petinga se esbarrou tode nela na nossa corrida. Lá vinha com as suas alcôfas, abrriu da alcôfa sacou da lá uma magnum.44, nã toua falarr du gelade, é même da pistola. Bem, as minhas perrninhas começarrem a varrejarr parrcia quia desabarr pó chão logue ali. "Vá entrra du carre e deixa-te de merrda de herroismes!" Bem, erra um jaguarr, não erra um carrre qualquerr, e pensei "porra, nã deiva terr começade iste du blog, agorra sou munta famose e já me tã a raptarr..." Mal entrrei, tumba! Tamanha mocada da cabeça, desfaleci parrcia uma alforreca forra d'água. Só ma lembrra d'acorrdarr num quarrte tode finórrio, tinha duma cama redonda parrcia duma belacha marria gigante, um plasma que só passava desenhes animades japeneses mas em espanhol! Pensei "oulha que merrda, tu querres verr quê tou no Japão em casa dimigrrantes espanhois, ou, tu querres verr quê tou em Espanha em casa dimigrrantes Japeneses?" O mais cerrte é que irria levarr uma carrga de porrada. Tinha o brraces atrrás das costas amarrades com fita cola daquela munta grrossa, mai parrcia um embrrulhe de natal feite por aquelas moças du jumbe que parrece que nunca virrem um embrrulhe da vida. Levarram-me prra comerr uns coirrates e fatias de pão, vi logue que tava em Porrtugal! Forram dias a fio a comerr aquela merrda. A única coisa boa é que nunca tinha comichão da garrganta cu pelo do coirrate arranhava que nem corrnes. Todas as noites ma perrguntavam "Tu és prrigôse e charrouque, quantes charrouques é que tu conheces mais?", é cá dizia semprre o mesmo "ê cá nã vou acusarr ninguém! Vocês devem serr os autorres da conspirração Lisboeta contrra Setubal!", "Tirrem-me esta merrda dus brráces se não acabe com vocês à dentada que parrecem bifinhes du lombe" (lembrê-me daquel filme du silence dus inecentes). Prra beberr érra semprre aguinha numa tjela. Parrcia um animal a comerr, fuçava na comida a verr sentrrava alguma coisa. Depois alembrreime, sentei o cu da tjela até parrtir, emperrei o brráces dencontrre ao caques da tjela e lá fui corrtande a fita cola e os brráces tamem... Quande se aprroximava a horra de voltarrem, fiz aquele trruque du cópe d'água por cima da porrta, só que tava lá erra o plasma. Aquela merrda aterrou nas cabeças deles parrcia uma prenssa. Foi fugirr e trrazer da pistola, parra vus pederr comprruvarr a verracidade du acontecimente. Quande cheguei à rua, reparrei que tinha estade este tempe tode numa casa perrte do bairre du liceu, numa daquelas vivendas dalgum lisboeta. Foi correrr até casa, tava même desvairrade. Depois soube cu Petinga e o Russe já tinham ide da Polícia contarr quê tinha desaparrcide, mas quem é que querr saberr du Charrouque? Se fosse o prresidenta da cambrra indé coume ó outrre, agorra o pove...Tou vivo e quande ê vir a melherr na rua outrra vê vai comerr as suas alcufinhas même sem beberr água!

3 comentários:

Pespireta disse...

cá prra mim foi vingança da melherrr porrr terrrem vemitade das mamas. orra toma-te

bêjes

Barbékula disse...

Hé pá companhêrre,

Aestórria tá diverrtida, mas tárres a dizerr co báirre do Liceu é morrada dálfacinhas é qué uma merda...
Dos bairres de Setúbal nã vivem Lisboetas, no máximo dórmem por cá, sabes bem cagente na dexa lárgarr ferre!!!

VerinhaCharrua disse...

Ah pah charroque nem se come tu te escapastis desta pah! Foi prrecisso mesmo corragem, vivo charroque mai lindo de setubal soce! :)